28/09/2012

sem tema


Tenho ondulações que
fogem à sua exigência, Ciência

Tenho ares que se transmutam em chacotas,
nesta caixa em que tu insistes que tenho que caber

Meus desejos, seguindo seu manual, me engolem em agressividade e tédio
Não dou tão descritiva no mundo . . .

Tenho um grito preso para cada movimento que você não permite

Tenho um passarinho amarrado para cada cópia que você me insiste

Tenho ares sombrios na vista de muita aeróbica e pouca poesia . . .
Espaço para minha sensível racionalização, Ciência, é potência, não frouxidão
,mas parece que engoliste teu umbigo e não enxergas um palmo fora da métrica

Em ti, até o que é leve soterra
E me arremeça pela janela num negrume de céu gelado que me alivia por ser livre para.







Não querendo, nem de longe, desmerecer o que é precisão
, mas deveria ela calar em mim o que é paixão?  
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