28/11/2011

tempo qual?

Manga que cansa de dar pano
Inspira o tempo e expira fome

Sem nome
Sem cheiro
Sem qualquer cor de corpo, Fome.

De andança e laranja
Fome de não querer entender
De dar o braço a torcer ao vento
Deixar que ele torne as coisas Íntimas...

Existe aqui – e por isso ali
e acolá – um dilaceramento
Invisível, uma fresta
Que liga isso, àquilo
Num caminho certeiro
Traçado às cegas



Instante sem tempo



mini-minutos são
no fundo do buraco
o mesmo que horas largas
***