Manga que cansa de dar pano
Inspira o tempo e expira fome
Sem nome
Sem cheiro
Sem qualquer cor de corpo, Fome.
De andança e laranja
Fome de não querer entender
De dar o braço a torcer ao vento
Deixar que ele torne as coisas Íntimas...
Existe aqui – e por isso ali
e acolá – um dilaceramento
Invisível, uma fresta
Que liga isso, àquilo
Num caminho certeiro
Traçado às cegas
Instante sem tempo
mini-minutos são
no fundo do buraco
o mesmo que horas largas
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