11/11/2012

nhac


DIGERIR. o tanto de vida que a vida dá. o que é corte-forte e o que é asa fluida, digerir para expressar. a expressão quase instantânea do que nos acontece como mundo  é verborrágica e nos distancia da incorporação do acontecido. incorporação advinda de uma descoberta de mundo que instaura a ação reflexiva e agita em questionamentos o corpo; esta “incorporação do acontecido” diz respeito a um alargamento de fronteiras. alargamento que não é visível como instante, mas que sinaliza-se com (in)consciências-vagalumes que piscam em nós fazendo com que desejemos “mudar de lugar”. reconhecemos em nossos corpos – considerando sua dimensão física-psíquica-emocional  – nódulos que se querem desfeitos, e então deste desvelar de “ranhuras” surge um ímpeto de movimento que quer/busca chacoalhar este corpo.

no entanto estes movimentos requerem observação, apropriação, um tempo de digestão para que sejam in-corporados e não escorram de nós como prelúdios de novos mundos; a expressão destes movimentos de alargamento das fronteiras que não respeita o tempo de germinação das novas consciências não alcança estado de enraizamento no/do ser, transfigurando consciências em bibelôs que colamos ao nosso corpo-imagem.

07/11/2012

laboratório b

espaço É
para ser espaço-Ser,
espaço É para SER desde as microlinhas
o que parecer pra você

imagem de convivência ou espera
templo do abandono e vislumbre
de aquarela ao mesmíssimo tempo

canto-circuito de rotinas poeirentas que nas
entrelinhas é repleto da riqueza dos caça-palavras
espaço é para ser espanto e questão e despertar

e tudo que para o ser-se, são
cores de preencher a existência

espaço-eu, espaço-diálogo de euemundo