vamos andando tontos, pra lá de sonsos
embriagados de música pra sempre...
certo isso e certo que estão, as voltas
à mercê do imaginário e do vento
e agora o quê?
insosso interregno
(e haja paciência com o tempo)
vamos indo porque é de ir que somos feitos.
desejaremos coisas sem forma
refletiremos certos sons por renovação
vamos respirar estes mesmos ares
sem saudade ou vergonha ou maldade
deixa relaxar a paisagem, clareia a paleta
arriscaremos leves suspiros
pequenos saltos...
lentíssimos voos . . .
(aquela velha coisa de equilíbrio)
mas ainda transbordamos
... de quando em quando
... de sono em sono
[sonho]
... de vento em vento
[tempo]
viu que não nos maltratamos?
mas de mentalizar idílios, carinho
tardamos
***