O som...
As plumas...
O doce do mel, o melado não.
O som
das nuvens
O tom
dos cravos
A quentura
da luz
As plumas...
O tempo.
O som chama
as voltas:
O vento
***
giz de cera laranja pro fundo,
canetinha roxa pras palavras.
27/06/2011
22/06/2011
da Estamira
"Sabia que tudo o que
é imaginário existe
e é e tem?
Pois é..."
***
atrasada, claro.
(OBS: queijo, feliz aniversariô. beijo no nariz!)
é imaginário existe
e é e tem?
Pois é..."
***
atrasada, claro.
(OBS: queijo, feliz aniversariô. beijo no nariz!)
05/06/2011
noite cinco
te procuro em territórios falidos
antigos caminhos
velhas palavras
céus perdidos
não adianta, não te encontro
vives alheio ao meu plano
nado nado nado
e afundo.
querendo muito (ou por
não querer mais nada) me
afogo em devaneios de
respirar tanta água...
aí incho, me aperto, te esbarro
em corredores imaginários
pauso o cenário para os dias
sem eixo, te guardo inteiro
raiado em memória, embalo
tudo em letras e longas histórias
o levo em voltas pelo meu coração
eu autorizo a confusão
não corrijo deslizes
não determino limites
voas em mim agitando-me o peito
congelado, deitas aqui secretamente
e diz-me baixo “não te largo”.
me deixo enfeitiçar
por mentiras líricas
não sei fazer de outro jeito...
invento as dores
dou asas aos invisíveis amores
mergulho em escatologias
pairo em adivinhados vendavais...
acordo muda e cega e santa.
sem calores, sem resquícios de
noturnos rubores, amanheço fria
folha em branco prum novo dia
***
antigos caminhos
velhas palavras
céus perdidos
não adianta, não te encontro
vives alheio ao meu plano
nado nado nado
e afundo.
querendo muito (ou por
não querer mais nada) me
afogo em devaneios de
respirar tanta água...
aí incho, me aperto, te esbarro
em corredores imaginários
pauso o cenário para os dias
sem eixo, te guardo inteiro
raiado em memória, embalo
tudo em letras e longas histórias
o levo em voltas pelo meu coração
eu autorizo a confusão
não corrijo deslizes
não determino limites
voas em mim agitando-me o peito
congelado, deitas aqui secretamente
e diz-me baixo “não te largo”.
me deixo enfeitiçar
por mentiras líricas
não sei fazer de outro jeito...
invento as dores
dou asas aos invisíveis amores
mergulho em escatologias
pairo em adivinhados vendavais...
acordo muda e cega e santa.
sem calores, sem resquícios de
noturnos rubores, amanheço fria
folha em branco prum novo dia
***
04/06/2011
muito vento e nenhum dedo d'água
I
nós que não estamos aonde gostaríamos de estar
vamos nos mexer só quando alguém vier nos buscar?
a questão é sempre simples, embora não transpareça
se eu começar a me mexer nessa direção não vou
mesmo querer parar, mas nada de discos voadores
e o vento refresca mas não leva embora nada
além da folha de sempre...
cambeiam as palavras na mente
dissolvem-se no tempo seco as imagens;
de fora: aonde leve a entrada da próxima passagem
II
Nós que não estamos aonde gostaríamos de estar nos enfrentamos pelo
nosso próprio lugar. Somos coisa demais existindo no mesmo espaço...
Não vale saber querer e aparecer sem ser, assim não se alcança a tempo o tal
lugar (?)
(um cansaço mais que fundo e faíscas de desejos já crispados)
- Lá vou eu.
- Eu?
- Você.
***
nós que não estamos aonde gostaríamos de estar
vamos nos mexer só quando alguém vier nos buscar?
a questão é sempre simples, embora não transpareça
se eu começar a me mexer nessa direção não vou
mesmo querer parar, mas nada de discos voadores
e o vento refresca mas não leva embora nada
além da folha de sempre...
cambeiam as palavras na mente
dissolvem-se no tempo seco as imagens;
de fora: aonde leve a entrada da próxima passagem
II
Nós que não estamos aonde gostaríamos de estar nos enfrentamos pelo
nosso próprio lugar. Somos coisa demais existindo no mesmo espaço...
Não vale saber querer e aparecer sem ser, assim não se alcança a tempo o tal
lugar (?)
(um cansaço mais que fundo e faíscas de desejos já crispados)
- Lá vou eu.
- Eu?
- Você.
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