22/02/2012

retrospectiva em perda

passei o ano inteiro em pano, papel e tinta
– vai aprender a ser rio
a ser pedra rolada, coisa que não tem
outra coisa se não o botão

.

.

.

me arrancaram o moinho

 o cordão de pedras

o anel de três voltas

o casaco cinza

uma lágrima preta dessas de pendurar na orelha
uma carteira cheia de burocracias
meias, calcinhas ...

a borboleta que eu levava no dedo

,voou levando o véu que me coloria o sorriso in vitro.

dois recolhimentos:

- aproximar as partes para amenizar impactos
- florescer com palavras


o som d
            a madeira

a textura d
                 o que é maciço
                 o trigo


falas retas –
a terra.

[que tipo de combinação tem que ocorrer
para eu ser isso que falta em mim?]

- descobrir a cegueira
- castigar a surdez
- água

a plena noção da água.



um coração morto

água água Água !

pacientar com folhas

alimentar o que é carnívoro

não sublimar tanto... E sempre...

dar corda às esquinas

regar as plantas.
afinal, qual é o seu problema? regue as plantas!

“ultimamente têm passado muitos anos”

as Cores.

dança que não é música
música que não é dança

an, dança!

trançar aos poucos


lamber o que for de lamber


morder quando for morrer

espanar-e-ventar-e-aguar

(é que é tanta coisa ... )


- a gente começa por onde?

grita


(estabanadamente?)

f o g o a f o r a m u n d o a d e n t r o
***