passei o ano inteiro em pano, papel e tinta
– vai aprender a ser rio
a ser pedra rolada, coisa que não tem
outra coisa se não o botão
.
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me arrancaram o moinho
o cordão de pedras
o anel de três voltas
o casaco cinza
uma lágrima preta dessas de pendurar na orelha
uma carteira cheia de burocracias
meias, calcinhas ...
a borboleta que eu levava no dedo
,voou levando o véu que me coloria o sorriso in vitro.
dois recolhimentos:
- aproximar as partes para amenizar impactos
- florescer com palavras
o som d
a madeira
a textura d
o que é maciço
o trigo
falas retas –
a terra.
[que tipo de combinação tem que ocorrer
para eu ser isso que falta em mim?]
- descobrir a cegueira
- castigar a surdez
- água
a plena noção da água.
um coração morto
água água Água !
pacientar com folhas
alimentar o que é carnívoro
não sublimar tanto... E sempre...
dar corda às esquinas
regar as plantas.
afinal, qual é o seu problema? regue as plantas!
“ultimamente têm passado muitos anos”
as Cores.
dança que não é música
música que não é dança
an, dança!
trançar aos poucos
lamber o que for de lamber
morder quando for morrer
espanar-e-ventar-e-aguar
(é que é tanta coisa ... )
- a gente começa por onde?
grita
(estabanadamente?)
f o g o a f o r a m u n d o a d e n t r o
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