Felicidade chegou à casa
mais cedo vestindo uma pasta amarela.
Bronzeada de rua e agitada
de brisa secou os pés ludibriados no carpete da porta da sala.
Eu via o quadro do andar de
cima, de uma janela em que não se via mais nada – só as entradas e saídas de
Felicidade que eram, a cada estação, mais raras.
Dessa vez não eram as Flores
que mandavam nem as Asas penosas.
Felicidade era uma cor e só.
Passado-amarelo-pardo.
“Que forma de envelope
possuem os dias...”, chorava de sobra. Pela alegria de entender o que diziam
suas lágrimas mais incoerentes. Já não se entendia muito bem em línguas de
gente, sussurrava sons de árvores, assobiava bravuras e se curava aos gritos e
barrancos.
Saiu
em asas de borboleta violeta – Felicidade não é retilínea.
...
...
É
amor bem amado em história de bandido
Ar em dia de sangue
Cafuné espinhoso
Não é estado, não é jogo
Nó sem solução na garganta sufocando a gente de arco-íris
Ar em dia de sangue
Cafuné espinhoso
Não é estado, não é jogo
Nó sem solução na garganta sufocando a gente de arco-íris
O
tempo untando de geléia carinhosa uns passos nossos...