depois, quando eu dou a mão prum qualquer que me passe na mente acenando confetes
e resolvo ir bem longe dessa coisa toda de proteínas, vitaminas, poli... B12, guanina (?)
me vem o que é externo – e dano, sem perceber, a chamar Universo – me vem cobrar compromisso. com isso? (com o que vier por trás dos montes! estás sempre a correr, a largar metades e desaparecer) é a minha cabeça que anda vazia e ao mesmo tempo cheia de coisas... (e faz, em algum lugar, sentido isso?) ... é como ter infinitos pensamentos sem nenhuma substância; ter calma e paciência para esperar (é assistir!) a própria cara se partir em pedaços. (podes bater ou te submeter) não, sutilmente passo:
me afetem
cantos
e cores
e sombras
e silêncios esguios
mexam comigo
bichos
e gentes
e folhas de todas as árvores
alguém, por vocação
ou instinto
me estremeça
por dentro
me arremesse dessa
pasma realidade
à próxima esquina
de se perder no tempo.
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