19/01/2011

(sem título)

ao mesmo tempo em que parece tudo andar
– pra frente mesmo, sem filosofar –
o que é vazio nisso tudo, sibila
me chamando pra fora do furacão

(o que é anterior ao vulcão desfoca
a luz que me esquenta agora...)

mas existe uma boca que
chama por dentro uns nomes
e se abre em suspiro sem direção
no escuro sem noite, no vão...

(matar a saudade chega a ser bom,
mas sentir saudade é tão mais real...)

- não sei do que fala a sedução,
eu rezo invencionices.

- condão.
***