"Nas encruzilhadas como passagem, na coragem da travessia à teia, na
tensão de lugar e espaço, o véu traz o limiar, um horizonte que se abre no
habitar do homem, na escuta do que se é, terra. A travessia na experienciação
poética do tempo mostra o vigorar mítico; é o manifestar-se do real, a saber,
mundo, e não apenas uma transitoriedade. A obra enquanto travessia do ser
tece na trama a questão, por criar no próprio o caminho da linguagem, o
questionar-se. " (CALFA, 2010)