Saudade esburaca
Maltrata a carne fraca
Amassa o peito, papel de pão
Não pulsa, arde
- nas veias, na cara, na sola do pé...
não dá e passa, ultrapassa
as horas contadas, reina à
revelia do tempo correndo -
Cada vez mais pra dentro
Até morrer de grito infinito
ou suspiro comprido . . .
a saudade é um som ambíguo
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