24/07/2011

da ambiguidade das coisas

Saudade esburaca
Maltrata a carne fraca
Amassa o peito, papel de pão
Não pulsa, arde

- nas veias, na cara, na sola do pé...
não dá e passa, ultrapassa
as horas contadas, reina à
revelia do tempo correndo -

Cada vez mais pra dentro
Até morrer de grito infinito
ou suspiro comprido . . .

a saudade é um som ambíguo
***