Tenho uma cicatriz de diamantes
No tamanho do dedo indicador, mais ou menos
Estirada bem no tendão de Aquiles
E ela sozinha conta uma história
Cheia de meios inícios e longos fins
Ardem cintilantes as pedras quando
Expostas ao sopro, ao vento, ao corpo
Ígneas vaidosas
Brilham na medida em que se fecha
Sobre elas minha pele em despedida
Mas no dia que sarar a ferida
E secar a volta dela em caminho
Os diamantes passam a ser protetores
(como espinhos e flores)
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