Na verdade o que varia não é
A intensidade do querer. Querer,
Te quero por esse tempo que nos
Persegue sem nunca cansar do assunto
A diferença fica explícita
Na alma do sentimento, no
Fator que conduz o sopro
E vasculha meu pensamento
Às vezes é um quererzinho
Feito coceira no dedo do pé
Cosquinha inconveniente
Aconchego manso e ondeante
Coça a mente
Coça a mente
Coça a mente
Até abrir larga ferida
Aí muda completamente o
Cenário, e te quero enlouquecida
Por não querer nada da vida
Num tapete melodramático me
Esparramo na escuridão, vôo em cegos
Corredores fugindo do que é razão
Cansada da viagem, volto ao mundo
Para espairecer refletindo em botões
De rosa o valor de retroceder
Passa a ardência, passa a hora
O sol, a lua; as nuvens vêm e vão embora
O sangue estanca
Cicatriza em verso a ferida...
E volto a te querer do início da partida:
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