Era doce o gosto dela feito
O fruto em primavera
Sonhava longe um par bonito
E todo coberto de cobre
Quando viu chegando do mar
Um tipo príncipe hispânico
Que lhe veio bem a calhar
Enfeitiçaram-se um do outro
E vieram desse encanto, duas bonitas
Crianças
Mas a ele não bastava nada
Que não fosse o mar como
Estrada
E ainda rezaram os deuses
Dias de muito tormento caso
O pai pretendesse levar oceano
A fora os rebentos
Apodreceu a bela, estragada pelo
Abandono, cegueta de ódio e vaidade
Vagava esbranquiçando a cidade
Amargurando aos olhos do tempo
(indiferença é pá de cal e sombra em qualquer tipo de sentimento)
Soterrada, perdida por constituição e
Agora abençoada de vento, deixou os
Filhos sangrarem rio abaixo...
(o universo tem dessas de revelar obscuridades por razões que só entendemos muito, mas muito mais tarde)
Salvou a América do esculaxo
Por pouco, mas algum tempo.
...
Não se deixe estremecer
Por seus gritos de mis hijos!
Cortou os punhos fervendo
Em paixão e humanidade
Se ela aparecer controla o espanto
Tem dó da moça, por caridade.
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